Dra. Flávia Silva Reis

Médica Nefrologista| CRM/SP 96114
Nefrologia – RQE 66077 | Clínica Médica RQE 76565

Com experiência, amor e dedicação à Medicina, é na prática clínica que encontro o sentido da vida, onde exprimo meus valores e a minha vocação para cuidar de pessoas.

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"Escolhi a Nefrologia pela importância e complexidade das funções renais, que afetam diversos outros sistemas do corpo. Nesse contexto, a atenção à saúde precisa ser integrada, baseada no amplo conhecimento da clínica médica, e individualizada para cada pessoa que desenvolve uma doença renal. Minha missão é cuidar de pessoas com uma abordagem que preserve a função dos rins, promovendo saúde e qualidade de vida."

A Nefrologia é a especialidade médica que estuda o funcionamento dos rins e as doenças renais que afetam suas funções. A palavra tem origem grega, derivada de nephro, que significa a unidade funcional do rim. Um adulto jovem possui cerca de 1 milhão de unidades funcionais em cada rim. O nefrologista, portanto, é o médico especialista em Nefrologia, responsável pelo cuidado de pessoas com doenças renais.

Pessoas que apresentam redução crônica da função renal, com diagnóstico de Doença Renal Crônica (DRC), devem ser acompanhadas pelo nefrologista para garantir o tratamento conservador da DRC. Esse tratamento inclui uma série de medidas para retardar a progressão da doença, com um acompanhamento individualizado que promova qualidade de vida e suporte à pessoa diagnosticada.

Na DRC, quando ocorre a falência renal, isto é, quando os rins já não conseguem desempenhar suas funções, o nefrologista cuida das pessoas nessa condição clínica, que requer uma terapia de substituição renal, como a hemodiálise, a diálise peritoneal ou o transplante renal.

A perda da função renal também pode ocorrer de forma súbita, caracterizando uma Injúria Renal Aguda (IRA), que muitas vezes tem alta probabilidade de reversão, com recuperação da função renal ao valor basal, prévio ao insulto, mesmo nas situações mais graves que demandam suporte renal temporário, como hemodiálise ou diálise peritoneal.

Além disso, o nefrologista investiga e trata pessoas com Hipertensão Arterial Sistêmica, cálculos urinários, infecções urinárias de repetição e anormalidades nos eletrólitos, como distúrbios dos íons sódio, potássio, magnésio, cálcio e fósforo, dentre muitas outras condições clínicas.

Fonte: Dra. Flávia Reis

  • Mantenha sua pressão arterial em níveis normais, reduza a ingestão de sal, pratique exercícios físicos, durma bem e controle seu peso corporal. Evite, ou ao menos reduza, o consumo de alimentos industrializados. Se você é tabagista, peça ajuda ao seu médico para tratar o tabagismo.
  • Se você tem fatores de risco para doença renal crônica, como Hipertensão Arterial Sistêmica ou Diabetes Mellitus, é importante buscar o controle clínico e atingir as metas recomendadas para pressão arterial, glicemia e hemoglobina glicada, sempre com a orientação e acompanhamento regular do seu médico.
  • No seu check-up anual, converse com seu médico sobre os exames de rastreamento de doenças renais — são simples, acessíveis e podem ser feitos em qualquer laboratório. Basta uma amostra de sangue para dosagem da creatinina sérica e uma amostra de urina para os exames de URINA I e da relação albumina/creatinina em urina isolada.
  • Mantenha o corpo bem hidratado, especialmente se você tem histórico de cálculo renal ou infecções urinárias recorrentes.

Fonte: Dra. Flávia Reis

A Doença Renal Crônica é uma condição clínica caracterizada pela perda crônica e progressiva das funções dos rins, que persiste por mais de três meses. Esse critério de tempo é importante para distinguir entre o acometimento renal agudo e crônico, pois as condutas médicas são diferentes para cada quadro.

Nos estágios iniciais da DRC, os pacientes geralmente são assintomáticos, apresentando sintomas apenas nos estágios finais, quando surgem complicações como anemia, inchaço, descontrole da pressão arterial e distúrbio mineral e ósseo (DMO-DRC). O DMO-DRC envolve alterações nos níveis sanguíneos de cálcio, fósforo e nos hormônios paratormônio (PTH) e FGF-23.

A retenção de sal e água pode levar ao desenvolvimento de Hipertensão Arterial Sistêmica e causar inchaços.

Conforme ilustrado no gráfico abaixo, a DRC é classificada em 5 estágios, com base na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e na quantidade de albumina excretada na urina.

A maioria dos pacientes com DRC encontra-se entre os estágios 1 e 4, que requerem controle dos fatores de risco de progressão da doença, especialmente aqueles que podem ser modificados por meio de uma abordagem clínica conhecida como tratamento conservador.

O diagnóstico precoce é fundamental, pois permite a implementação de intervenções terapêuticas que podem retardar, e em alguns casos até impedir, a progressão da doença, dependendo da causa e do estágio da DRC.

Fonte: Dra. Flávia Reis

Trata-se de uma condição clínica de início súbito, que leva à perda parcial ou total das funções renais.

Quando o paciente recebe abordagem diagnóstica e terapêutica adequadas, e com brevidade, há uma alta probabilidade de reversão, ou seja, de retorno à função renal que o paciente tinha anteriormente ao insulto.

Requer atenção imediata do nefrologista, para identificar a causa da injúria e avaliar se há indicação de terapia de substituição renal, como a hemodiálise, em suas diversas modalidades, ou a diálise peritoneal, habitualmente em caráter temporário, em razão da possibilidade de recuperação total ou parcial das funções renais.

Situações de desidratação severa, pressão arterial persistentemente baixa, insuficiência cardíaca descompensada, uso recorrente de anti-inflamatórios não esteroidais, obstrução da via urinária, além de doenças de origem primária nos rins, podem provocar a injúria renal aguda.

Importante salientar que nem todo quadro de IRA requer terapia dialítica; a maioria se resolve com o manejo clínico e individualizado do paciente.

Fonte: Dra. Flávia Reis

Compreendem um grupo de doenças que acometem o glomérulo, uma estrutura do rim composta por um tufo de capilares (vasos sanguíneos muito finos) e células altamente especializadas e seletivas, onde se processa a principal função dos rins: filtrar o sangue.

Habitualmente, essas doenças manifestam-se por um conjunto de sinais e sintomas, ou síndromes clínicas, mas podem ser assintomáticas, apresentando-se apenas com anormalidades nos exames de urina.

Os quadros mais severos manifestam-se com inchaços (edemas), elevação da pressão arterial, redução da função renal, alteração da coloração da urina (acastanhada pela presença de sangue – hematúria) e graus variados de excreção de proteínas na urina (proteinúria), que pode gerar espuma na urina.

Nessas situações, o médico deve identificar a apresentação clínica: se é síndrome nefrótica (edema, proteinúria acima de 3,5g/24h, hipoalbuminemia e dislipidemia) ou síndrome nefrítica (edema, hematúria, hipertensão arterial sistêmica), para nortear a investigação diagnóstica e definir a abordagem terapêutica.

A doença glomerular pode ser primária do rim ou secundária a uma infecção viral, doença sistêmica (como doenças autoimunes) ou diabetes mellitus, que é a causa mais frequente de síndrome nefrótica.

Fonte: Dra. Flávia Reis

Quando se aborda o tema cistos renais, é necessário distinguir entre cistos adquiridos, que surgem com mais frequência após os 60 anos, e doenças císticas de caráter genético. Os primeiros habitualmente têm evolução benigna no que diz respeito à função renal, enquanto as últimas podem evoluir com perda crônica e progressiva dessa função.

Na avaliação dos cistos adquiridos, as características ultrassonográficas são importantes para diferenciar cistos simples de cistos complexos. Cistos simples são achados comuns, geralmente assintomáticos e raramente requerem tratamento específico. Cistos complexos, no entanto, podem necessitar de uma avaliação mais detalhada, por tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e em alguns casos pode ser indicada biópsia ou retirada cirúrgica.

A doença cística mais prevalente de caráter genético é a Doença Renal Policística Autossômica Dominante, que se desenvolve a partir de mutações nos genes que codificam as proteínas policistina 1 e policistina 2. Tem caráter hereditário e acomete muitos indivíduos da mesma família.

Um dos mecanismos estudados para explicar o desenvolvimento dos cistos é a ativação do AMPc nas células dos ductos renais coletores, por meio da atividade do receptor V2, ao qual se liga o hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina. Em muitos países, já se utiliza o medicamento tolvaptan, que tem alta afinidade pelo receptor V2, impedindo a ligação do ADH e, consequentemente, a formação de cistos.

Estudos apontam redução na formação dos cistos no primeiro ano de uso e preservação da função renal, sustentada além do primeiro ano de tratamento.

Fonte: Dra. Flávia Reis

A Doença Renal da Diabetes (DRD) é um acometimento crônico do rim, com evolução lenta e progressiva. É a principal causa de doença renal crônica em muitos países. Manifesta-se de forma heterogênea: em alguns pacientes, predomina a perda de albumina na urina (albuminúria); em outros, há redução da função renal na ausência de albuminúria. Em ambos os casos, a doença progride tanto na perda de função quanto na albuminúria, com progressão mais lenta nos pacientes sem albuminúria.

A excreção de albumina inicia-se de forma leve (microalbuminúria, entre 30mg/g e 300mg/g de creatinina em amostra isolada de urina) e progride para macroalbuminúria (excreção superior a 300mg/g), podendo chegar à síndrome nefrótica por DRD, com excreção urinária superior a 3500mg/24h.

Atualmente, há cinco pilares para o tratamento da DRD, que podem retardar ou até impedir a progressão da doença, dependendo do estágio e da excreção urinária de albumina:

  1. Instituição de mudanças no estilo de vida.
  2. Controle da pressão arterial sistêmica e da glicemia.
  3. Uso de inibidores do SGLT2 na Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2).
  4. Uso de inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor AT1.
  5. Uso de antagonistas do receptor mineralocorticoide.

O rastreamento é importante para identificar a doença em estágio inicial, aumentando a chance de o paciente tolerar os medicamentos citados. Recomenda-se exames de rastreamento após 5 anos de doença na DM1 e no diagnóstico da DM2. A microangiopatia que acomete pequenos vasos leva ao desenvolvimento de doença da retina, com estreita correlação temporal com a doença renal em pacientes com albuminúria. Sempre que se detecta albuminúria acima de 30mg/g, é importante confirmar o resultado, pois outras condições clínicas podem causar elevações transitórias da albuminúria.

Fonte: Dra. Flávia Reis

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a doença de maior prevalência no mundo, acometendo cerca de 32% dos adultos. Em aproximadamente metade dos pacientes diagnosticados, os níveis tensionais alvos de controle da doença não são atingidos.

O percentual de controle varia entre os países, sendo menor em países subdesenvolvidos e, em geral, mais baixo entre homens do que entre mulheres. A ausência de controle expõe o indivíduo ao risco de lesões de órgãos-alvo, como doença renal crônica (DRC) e doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral, doença do miocárdio, das coronárias, da aorta e dos pequenos vasos da retina.

A HAS é uma doença crônica diagnosticada clinicamente, a partir da elevação sustentada da pressão arterial (PA) sistólica ≥140 mmHg e/ou PA diastólica ≥90 mmHg, aferida em consultório, em pelo menos duas ocasiões distintas, na ausência de medicação anti-hipertensiva. Quando disponível, deve ser confirmada pela Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) de 24 horas.

A HAS é uma doença multifatorial, com surgimento na idade adulta dependendo de fatores genéticos, ambientais e sociais, sendo comum o achado de HAS entre pessoas da mesma família. Em cerca de 90% dos pacientes, não se encontra uma causa específica para a hipertensão, mas em 5 a 10% dos casos, pode haver uma causa subjacente, como DRC, doença da artéria renal ou hiperaldosteronismo primário.

O tratamento da HAS envolve o controle dos níveis de PA, bem como de outros fatores de risco cardiovascular frequentemente presentes em hipertensos, como elevação do ácido úrico, tabagismo, resistência insulínica, diabetes mellitus, sobrepeso e obesidade.

Fonte: Dra. Flávia Reis

A formação de cálculos urinários (nefrolitíase) é um problema frequente na população adulta, podendo ocorrer de forma recorrente. Quando um cálculo se desloca para o ureter, o paciente pode apresentar um quadro clínico clássico de cólica renal, com dor de início súbito no dorso, irradiando para o abdômen e genitália.

A dor pode ser acompanhada de náuseas, vômitos, mal-estar e presença de sangue na urina (hematúria). Alguns pacientes podem ser assintomáticos, com cálculos urinários identificados em exames de imagem de rotina.

A prevalência é semelhante entre homens e mulheres, mas, acima dos 40 anos, é maior em homens. Muitos pacientes podem apresentar cálculos de forma recorrente, o que requer investigação diagnóstica para identificar os fatores de predisposição (fatores associados à litogênese).

Os cálculos mais comuns contêm cálcio: cerca de 70-80% são formados por oxalato de cálcio, e 10-15% por fosfato de cálcio. Cálculos de ácido úrico são comuns, acometendo cerca de 10% dos pacientes formadores de cálculos, enquanto cálculos de cistina são mais raros, mas devem ser investigados em pacientes com recorrência de litíase.

A análise da urina de 24 horas, com quantificação de vários eletrólitos e moléculas, é essencial para a abordagem diagnóstica. A hipocitratúria (baixa concentração de citrato na urina), o baixo volume urinário (<1L/dia) e a alta excreção de cálcio na urina de 24 horas estão associados à formação de cálculos de oxalato de cálcio. O pH urinário baixo está associado a cálculos de ácido úrico, enquanto o pH urinário elevado está relacionado a cálculos de fosfato de cálcio.

Existem fatores que podem ser modificados por intervenções médicas para impedir a formação de novos cálculos. Pacientes com cálculos urinários recorrentes devem passar por avaliação de um nefrologista.

Fonte: Dra. Flávia Reis

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